Quão bela, de inveja enches os olhos delas, e enches e espremes meus olhos de amor
Mas tu que me cantas, e chamas e me mandas e fazes e desfazes segundo teus aprazes como um mero vapor
pois não sei o que ver, muito menos o que fazer, se dominas assim, ai pobre de mim que sou vítima de ti, nesse jogo de pavor.
só sei que sem ti não posso sentir, se não for tua mão, nesse meu coração a encher de calor.
Mas me chamas e ignoras, feito víboras e cobras, esse mal entranhado que me machuca calado e me deixas a morrer
Numa dor sem fim, por te amar assim, e não poder omitir o que sinto por ti
E sabendo me magoas, sendo tu mesmo tão boa, mas para mim sem dó brincas, como quando meninas, sem se preocupar com o fim
Ai de mim, que não forte assim, para resistir teu agir e me rendendo estou, ao teu jogo de amor, sabendo que sou perdedor, pelas falcatruas do amor.
